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Metodologia
Foram construídos indicadores das cinco dimensões do
MonitorIMI. A partir de informações do Censo Demográfico
do ano de 2000, foram construídos indicadores
contextuais, que representem as características
sócio-demográficas do município. Outros indicadores da
primeira dimensão do sistema foram provenientes do
Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS),
contextualizando o sistema de saúde no município.
Para a segunda dimensão do MonitorIMI, os indicadores
foram construídos com o objetivo de caracterizar a
mortalidade proporcional por causa básica no município.
Foram selecionadas as principais causas de óbitos
infantis e a mortalidade proporcional foi calculada como
a proporção de óbitos infantis por uma determinada
causa, entre as mortes com definição da causa básica de
morte. Para os municípios com proporção de óbitos
mal-definidos superior a 20%, os indicadores de
mortalidade proporcional por causa não foram calculados.
No tocante à distribuição dos óbitos infantis por faixa
etária, foram calculados dois indicadores, a proporção
de óbitos no período neonatal precoce (0-6 dias) e no
período pós-neonatal (28 dias e mais).
Os indicadores relacionados às condições de nascimento
(terceira dimensão) foram construídos a partir das
informações disponíveis no Sistema de Nascimentos (SINASC).
No caso de 20% ou mais das informações necessárias à
construção do indicador serem ignoradas, optou-se por
não apresentar o indicador.
Para construção dos indicadores de adequação das
informações vitais, quarta dimensão do MonitorIMI,
realizou-se análise das informações de óbitos e
nascimentos do Ministério da Saúde para todos os
municípios brasileiros. As fontes de informações
utilizadas foram o Sistema de Informações sobre
Mortalidade (SIM), o Sistema de Informações sobre
Nascidos Vivos (SINASC), além da base populacional por
município disponível na página do DATASUS
(www.datasus.gov.br). A seguir, listam-se os indicadores
usados para a definição dos critérios das informações
vitais dos municípios:
a.
Coeficiente geral de mortalidade padronizado por idade;
b.
Razão entre nascidos vivos informados e
estimados;
c.
Desvio médio relativo do coeficiente geral de
mortalidade;
d.
Desvio médio relativo da taxa de natalidade;
e.
Percentual de óbitos sem definição da causa
básica de morte.
Para definir critérios de adequação das informações
vitais, foram considerados os estados com informações
consideradas adequadas pela RIPSA (Espírito Santo, Rio
de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio
Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal).
Os municípios localizados em algum desses estados foram
categorizados em dois grupos: menos de 50 mil; 50 mil
habitantes ou mais. Com as informações dos municípios do
primeiro grupo, foram estabelecidos os critérios de
adequação para todos os municípios brasileiros com menos
de 50 mil habitantes enquanto com as do segundo grupo
foram estabelecidos os critérios de adequação dos
municípios brasileiros com 50 mil e mais habitantes,
baseando-se no período 2003-05.
Em cada grupo, os critérios de definição de “adequado”
foram estabelecidos tomando como base o limite inferior
de confiança de 95% para as médias dos indicadores
utilizados para qualificar as informações de óbitos e
nascimentos. O resumo destes critérios está apresentado
em
Quadro de Critérios de Adequação das Informações.
De acordo com os critérios estabelecidos, todos os
municípios foram classificados em adequado ou inadequado
para cada aspecto avaliado - Mortalidade, Natalidade e
Mal Definidos - sendo utilizados os seguintes
indicadores, respectivamente: CGM padronizado e desvio
médio do coeficiente geral de mortalidade; razão entre
nascidos vivos informados e estimados, e desvio médio da
taxa de natalidade; proporção de óbitos sem definição da
causa básica. A partir desta classificação, o município
foi considerado como tendo:
I)
Informações vitais adequadas – quando todos os
critérios são adequados nos três aspectos;
II)
Informações vitais inadequadas – quando pelo
menos um dos aspectos não é adequado.
Além disso, com base no SIH / SUS, a partir da análise
das internações para o parto e entre os menores de um
ano, foram construídos indicadores para verificar a
existência de sub-notificação do SIM e do SINASC.
Na quinta dimensão do MonitorIMI, foram construídos
indicadores para avaliar a completitude de preenchimento
e a consistência das variáveis constantes das
declarações de nascimento e óbito infantil. No caso da
completitude, considerou-se: valor maior de 90%
indicativo de bom preenchimento da variável; valor entre
80% e 90% indica completitude aceitável; valor menor de
80% indica preenchimento ruim da variável.
A visualização da distribuição geográfica por município
no território nacional segundo indicadores selecionados
foi realizada por meio de mapas temáticos usando o
aplicativo MapInfo. |